”Se bate uma inquietação
No estresse do trânsito da capital
O celular que vibra mais que o coração
Já faz parte da jornada, regular
De domingo a domingo dentro do busão!
Ô potiguar presta atenção que!
A melhor forma de se libertar
É comprar uma roupa leve e se alongar
Botando a cabeça no lugar
E se lembrar que, E se lembrar que

Mobilidade Urbana, por que
Tu não me acompanha
Quando estou em duas rodas
Sambando entre carros e avenidas afins”

PMC – Mobilidade Urbana

Após uma manobra demagógica do prefeito Paulinho Freire (União Brasil), trazendo um projeto de lei que estava propondo disponibilizar a gratuidade apenas nos domingos, veio então o golpe final: A tarifa a partir de agora será de R$ 5,20 em linhas convencionais, aquelas mesmas que tanto são fundamentais para a massa estudantil e trabalhadora conseguir transporte em diversos pontos distantes dentro da nossa cidade. Com isso, os políticos da falsa democracia burguesa querem afirmar de pés juntos como que isso é ”o mínimo” que pode ser feito para nos dar migalhas e ficarem bem com as empresas de ônibus, para supostamente (porque isso claramente é demagogia pura) deixarem os ônibus mais modernos e tudo mais, entretanto a questão é: desde quando o povo potiguar pediu por isso? Desde quando pedimos que fosse paga para uma empresa privada um serviço sempre de péssima qualidade? Aliás, é fato constatado de acordo com dados da SEMUT que a razão do aumento é que as empresas operadoras, seis delas: Empresa de Transportes Guanabara, Empresa Nossa Senhora da Conceição, Auto Ônibus Cidade do Natal, Reunidas Transportes Urbanos, Empresa Santa Maria Transportes e Turismo e Transflor Ltda. (Via Sul) estão com dívidas ativas e inadimplência fiscal, não porque é ”necessário” um reajuste, sem contar que a prefeitura tomou partido de garantir a insenção fiscal das mesmas — o que já está sendo investigado pelo TCE-RN e Ministério Público como renúncia ilegal de receita — além de subsídios milionários, demonstrando que: para o prefeito Paulinho Freire, assim como para a centro direita, direita e extrema direita que o apoia, mais vale defender empresas de ônibus legalmente nebulosas do que o natalense, porque todos esses crimes e sujeiras agora ele e seus apoiadores na câmara querem que você pague.

Como já foi mostrado em todo lugar do Brasil, é também nessa hora que surge a escondida falsa oposição a ele da câmara dos vereadores: os oportunistas eleitoreiros. Prevemos aliás que o momento seja bastante oportuno para estes de todos os tipos lançarem seus ”Candidatos do Passe Livre”, alguns já até conhecemos pois apareceram na última eleição municipal como o vice de Natália Bonavides Miklei Leite (PV) com seu projeto ”Busão Grátis”, os candidatos da UP, Robério Paulino (PSOL) e etc… E etc… E etc… Tantos projetos… Tantas fraseologias ocas, porque perguntar não ofende: onde eles estão? Fazendo atos vazios em frente a prefeitura? Por que? Por que não elegeram os candidatos que eles queriam para fazerem a mesma coisa? Isso quando essa falsa esquerda não ri ainda mais da cara do nosso povo com ideias absurdas de ”meio passe” de ”passe livre em dia de eleição”, deixando bem claro que: você só é útil e suas lutas só são úteis se eles forem os beneficiados por isso com a manutenção de seus cargos no velho estado

Não se enganem, porque a história não falha: apenas o povo ajuda o povo. Como comprovado pelas jornadas de julho de 2013 esses projetos não são novos, esses ”Vereadores do Passe Livre” não são novos, esperam que a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana entregue de mãos beijadas ao nosso povo através de acordos o que seria parte do lucro de parcerias público privadas, o que vem até nós como pão e circo, forma de tentar cessar a revolta do povo com o estado burguês.

É óbvio que essas serão suas posições. Lógico, não são eles quem moram na Zona Norte tendo que pagar uma tarifa 43,3% mais cara só em 2025, não são eles quem vão estar no ônibus lotado com você, trabalhador, estudante e afins, não são eles quem pagarão por isso, querem que você pague tal qual pedem que você financie seus salários de quase R$ 20 mil. Ou seja, dinheiro tem, ele só é usado para fins superficiais de uma casta alheia ao nosso povo nos mais variados sentidos, todos unidos pela indiferença ao trabalhador e estudante potiguar.

Então nesse cenário, surge o dilema: há aqueles que querem ter carreira em nome de uma luta que não lhe diz respeito (já que a mesma lógica citada para direita, extrema direita e centro direita vale para todos), tal qual há aqueles que têm nojo da nossa massa abertamente. Dentro do nosso movimento estudantil classista e combativo, repudiamos ambos e rejeitamos ambos, pois no fim das contas, não são eles quem estão com o povo, não são eles quem serão afetados por essas ações ultrajantes, seremos nós, trabalhadores e estudantes.

A juventude com seus históricos exemplos de luta como nas Jornadas de Julho de 2013, nos protestos contra copa em 2014, nas ocupações de escola de 2015, nos Comitês Sanitários na época da pandemia (onde a falsa esquerda queria deixar você morrer em casa e se unir com seus antes inimigos ”contra o vírus”) e em muitas outras atuações com caráter de classe precisam urgentemente reagir, todas lutas que a povo potiguar não se esquece visto que foi participante ativo. Além disso, tal qual no histórico de lutas trata-se de um momento de intensas contradições em nosso sistema econômico vigente, contradições das quais exigem que somemos forças em prol do que nosso povo pede e é o passe livre imediato, não meio passe e menos ainda essas medidas para à custa de nosso povo resolver contradições que o próprio velho estado criou, afinal, a unidade dos opostos é o que gera mudanças em nossa sociedade seja no ontem, no hoje ou no amanhã. Essa luta de forma alguma deve estar alheia a esse momento, tal qual não deve estar alheia à todas as devidas lutas correlatas, pois a revolta do povo é diária com todas as demais injustiças que acompanham a postura do velho estado.

O passe livre deve ser direito, com nossa luta não podendo se resumir de forma alguma a nenhum grande acordo, somente contra o mero aumento, meio passe, ou carreirismo oportunista. O direito do nosso povo é inegociável e o caminho para defendê-lo só pode ser a luta combativa da qual na primeira oportunidade todos eles irão se opor.

COM A LUTA COMBATIVA CONQUISTAR O PASSE LIVRE PARA TODO O POVO!